Por João Vitor Poppi Prado
O treinador Jorge Castilho manteve o estilo de jogo que levou o time a final do paranaense: pressão alta na saída de bola adversária, encaixes individuais e abordagem agressiva ao portador da bola. Quando desarma em campo de ataque propõe um jogo vertical e rápido para buscar definir as jogadas com maior tempo e espaço possíveis.
Por priorizar estas estratégias, é um time de poucas pausas/busca pelo controle através da posse de bola, o que no estadual causou, em vários jogos, dificuldades na transição defensiva, onde cedia chances para os adversários. Uma ótima notícia neste início de Série C é que o antidoto para isso esta sendo construído.
Após o fim do Campeonato Paranaense, com as saídas da dupla titular de volantes, Rodrigo (Fortaleza) e Zé Vitor (Mirassol), o Maringá FC perdeu em qualidade técnica, mas a nova dupla escolhida por Castilho melhorou a consistência defensiva do time no 3-2-3-2/3-1-4-2
Ronald foi adaptado para atuar mais fixo na frente dos três
zagueiros, o que melhorou o preenchimento de espaços no centro de campo e deu
ao time um combate as transições adversárias em uma altura mais elevada do
campo, expondo menos os zagueiros. E Buga (ex-CSA), como segundo volante, que muitas
vezes salta para pressionar alto e também recompõe com vigor físico nas
transições defensivas. Em momentos de pressão ofensiva do Maringá e/ou busca
por ganho no jogo aéreo defensivo, Ronaldo fica mais próximo do zagueiro
central e os dois zagueiros pelos lados mais abertos, gerando próximo a um
sistema de quatro defensores.
| (Imagem Nosso Futebol) |
Os alas/pontas, Negueba pela esquerda e Cristovam pela
direita, atuam de forma bastante ofensiva, muitas vezes próximos da dupla de
ataque, colocando igualdade numérica e sobrecarregando a última linha defensiva
adversária. Essa agressividade ofensiva é protegida com outro bom mecanismo
defensivo. Quando os zagueiros descem próximos a lateral para combater, os
espaços deixados pelo centro são preenchidos por algum dos volantes.
| (Imagem Nosso Futebol) |
O camisa 10 Léo Ceará por diversas vezes se movimenta do centro para o lado esquerdo ofensivo, buscando sair da área de pressão do adversário, se conectando com Negueba, que constantemente busca a profundidade, fazendo a esquerda o lado mais forte de ataque. Por muitas vezes essa movimentação pela esquerda gera bons espaços no lado oposto, onde Cristovam busca atacar e preencher a área adversária.
A dupla de ataque, Matheus Moraes e Maranhão, conseguem aliar técnica e explosão física para sustentar bolas longas e gerar vantagem para a equipe sair de momentos de pressão e construir de forma mais direta. Atacam a profundidade com eficácia e vivem um excelente momento.
Posicionamento médio da equipe na vitória contra o Guarani.
(Imagem: SofaScore).
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